terça-feira, 24 de novembro de 2015

Rechberggarten em Zurique

Agora chegou a vez de apresentar aqui o meu "pedacinho do céu" em Zurique: Rechberggarten. Há coisas que fazem parte da gente como se já viéssemos ao mundo sabendo disso... se tivesse que escolher três temas para descrever meu total envolvimento sem qualquer imparcialidade, eles seriam: natureza, livros e viagens - todos os meus outros interesses se relacionam a esses temas. 

Acredito que os jardins despertam no ser humano um sentimento de elo perdido com o Sagrado, embora que, na maioria das vezes, o seu uso seja estético. Sobre esse assunto, muitos estudiosos como Carl Jung fizeram reflexões interessantíssimas que resultaram das várias observações relacionadas ao homem e sua ligação com o mundo espiritual. 

Em quase toda a história da humanidade o jardim idealizado estava presente, despertando uma dimensão não racional, isto é,  a priori do nosso lado racionalista. Nesta perspectiva, ou melhor, de acordo com o estágio racional que cada pessoa se encontra, podemos observar que a razão humana não nos protege dos mais simples e naturais instintos: simbolizar o sagrado e buscar na natureza a nossa plenitude individual. E, tenho certeza, que em grande parte das minhas viagens faço exatamente isso - mesmo que seja de forma inconsciente algumas vezes. 

A ilusão do domínio da natureza, leva o homem a uma vida alienante, sem achar que tenha direito a qualquer tempo livre. Achamos que para viver, basta somente simbolizar a vida, e isso nos traz a sensação de nos sentirmos conectados aos demais; por esse motivo, tenho tanto prazer em dividir com vocês meus pequenos oásis espalhados por Zurique, visto que, para viver realmente, não basta somente "atuar" na vida, precisamos vivê-la de verdade. Carpe Diem!   






























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