sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Mosteiro de Alcobaça

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Quando cheguei em Alcobaça as ruas estavam desertas - nem mesmo um único turista pude encontrar.
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Achei estacionamento facilmente quase atrás da igreja e segui curiosa à procura da bilheteria.
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A aura desse lugar é quase invasiva, o Mosteiro de Alcobaça é impressionante. Não imagina que poderia visitar um dos monumentos mais famosos de Portugal envolvida por uma atmosfera tão contemplativa.
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Não sei o que você pressupõe quando vê as minhas fotos, mas imagino que tenta decifrar o que penso, ou o porquê as escolhi.
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Depois de vários anos vivendo/viajando fora do Brasil, conhecer já não saciava mais a minha curiosidade, eu precisa entender a fundo e descobrir cada faceta do que me era apresentado.
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Entender a simbologia  me possibilita  a chance de ampliar o sentido daquilo que ainda me desconhecido, mas nem por isso inexistente.
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Um dos símbolos portugueses mais conhecidos no Brasil é a Cruz de Malta, certo? Se você clicar aqui: Cruz Patéa, entenderá um dos motivo pelo qual gosto de fotografar.
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Agora se voltar a ver minhas fotos de outros posts, saberá uma pouco mais sobre o que me interessa.
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Não é a fechadura (o objeto em si) mas o símbolo que ela representa ou tenha transportado.
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Mais uma nobre história de amor proibida consagrada  através da poesia Camoniana (Os Lusíadas / Canto III) em um dos mitos mais belos da literatura portuguesa; Camões poetizou a figura de Dona Inês de Castro de tal forma, ao ponto transformá-la em uma “eterna deusa” dos corações partidos; apelou pela nobreza de sua alma que suplicava o perdão do rei (Afonso IV), vítima cruel de um destino implacável, excluída do direito de viver seu grande amor com Pedro I de Portugal, que, sem piedade a induziria à morte. Todos os sentimentos são conduzidos a uma dimensão trágica, movida de grande tensão e heroísmo.
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Tais contra Inês os brutos matadores,
No colo de alabastro, que sustinha
As obras com que Amor matou de amores
Aquele que despois a fez Rainha,
As espadas banhando, e as brancas flores,
Que ela dos olhos seus regadas tinha,
Se encarniçavam, férvidos e irosos
No futuro castigo não cuidosos.
 
Bem puderas, ó Sol, da vista destes,
Teus raios apartar aquele dia,
Como da seva mesa de Tiestes,
Quando os filhos por mão de Atreu comia!
Vós, ó côncavos vales, que pudestes
A voz extrema ouvir da boca fria,
O nome do seu Pedro, que lhe ouvistes,
Por muito grande espaço repetistes! 
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E Salve a Poesia!

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