quinta-feira, 18 de julho de 2013

Comece o dia se amando mais: vale a pena!

Somente no momento em que nós nos aceitamos como realmente somos, as coisas começam a se transformar em nossas vidas. É muito difícil definir o que pode fazer uma pessoa mais feliz do que a outra, ou que poderia ser mais importante na vida do ser humano. O “algo a mais” não faria sentido se nossas necessidades fossem iguais. Sempre ouvi muitas críticas com relação ao meu jeito de ser, muitas pessoas do meu convívio se sentiam retraídas ou até mesmo cansadas da minha infinita busca pela felicidade. Eu questiono tudo, se me sinto ofendida por alguém, resolvo o caso rápido com a pessoa e procuro esquecer logo o fato, procuro ser direta e não guardar rancor. Mas também, com muito otimismo e sem covardia, corro muitos riscos. Não escuto pessoas negativas, esqueço suas frases literalmente, e ser for melhor para mim, esqueço a pessoa também.

A Suíça NUNCA foi vista por mim como um paraíso. Eu amo esse país imensamente, acho uma das terras mais belas do planeta, mas longe de mim pensar que aqui tudo é perfeito. Eu sou muito grata a tudo, e talvez isso passe a impressão de deslumbramento sem limites. Há alguns anos, tomei várias decisões com relação a minha vida e uma delas foi viver feliz. Se escrevo algo, tento focar no belo, no que for bom e simplesmente ignorar aquilo que não gosto. Minha vida flui melhor assim, já tive outras experiências e não acho que valeu a pena. 

Quando me mudei pela última vez, fiz mil churrascos e festas à procura de pessoas que estivessem livres e disponíveis para começar uma amizade baseadas no mesmo interesse: viver feliz. Nada dava certo; eu fui deixando essa ideia cada vez mais de lado e me concentrando na minha própria felicidade. Amizade tem que ser forte, tem que ser do fundo da alma, tem que valer a pena. Cansei de ser a primeira a organizar, a chamar, a convidar, a inventar, a querer. O preço que tinha que pagar para conviver com algumas pessoas era muito alto, ou seja, não conseguia ser eu mesma.

O processo foi longo, mas entendi que primeiro eu tinha que me aceitar por completo, para que as pessoas certas começacem a aparecer na minha vida. Eu comecei a ser mais EU e não me preocupar tanto com a socialização: se tiver que viver só, sem amigos, que viva feliz. Comecei a viajar ainda mais, fiz aulas de natação, criei um jardim do jeito que sonhava, comecei o blog, voltei a fotografar, fui cuidar do meu bem-estar físico/emocional e mudanças maravilhosas começaram a surgir. Eu ria muito das minhas aventuras comigo mesma, do meu jeito de ser... criei uma relação de amor e respeito com a minha pessoa muito profunda e pasmem: a relação mais intensa que já vivi até hoje com alguém foi essa :-) juro!

E ontem minha gente, reencontrei um grande amigo que conheço a mais de vinte anos e nossas experiências foram tão parecidas, que não dá pra explicar o sentimento de alegria que me invade no momento.

Basicamente era isso que tinha para postar, queria só dividir minha felicidade.


"Se alguém disser pra você não cantar
Deixar teu sonho ali pr'uma outra hora
Que a segurança exige medo
Que quem tem medo Deus adora
Se alguém disser pra você não dançar
Que nessa festa você tá de fora
Que você volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora...
Eu quero ser feliz Agora".


Um comentário:

  1. Querida Alessandra compartilho o seu momento, estou vivendo a mesma fase é incrível a semelhança . Fico feliz de saber que estou no caminho que buscava, não é uma atitude fácil de realizar pois requer despojamento. Alegro-me em vê-la feliz e diante de tal atitude eis que surge a tão almejada amizade. Abraços fraternos.


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